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Rômulo de volta ao Japão

Monday, 18 September 2006

Promessa feita, promessa cumprida. Aqui vão relatos dos últimos fatos (últimos meses, na verdade) do que tem acontecido por aqui. Preparem-se, pois é um post longo. Talvez eu separe ele em tópicos, ou com títulos chamativos ao olhar, ou talvez desista da idéia antes mesmo de pô-la em prática. Só posso dizer é que este texto não tem revisão, nem ortográfica nem sintática, e se ele fará sentido ou não dependerá única e exclusivamente do grau de conhecimento do leitor acerca da minha pessoa e do meu modo de me expressar. Chega de besteira, vamos ao que interessa.
 
Cerimônia de encerramento do curso de japonês
 
Em ordem cronológica, vamos à primeira e curta história do dia: a cerimônia de encerramento do curso de japonês. Para aqueles que não sabem, tive um curso de japonês intensivo que é praticamente obrigatório a todos aqueles que recém-chegam ao Japão, e no caso à Universidade de Tokyo. Após um longo semestre de quatro meses (conte comigo: abril, maio, junho e julho. 4, certo?), atingimos o clímax com a cerimônia de encerramento. Todos os alunos reunidos em um auditório, pequeno até, os professores de japonês nas laterais e palestrantes que se revezavam entre professores, diretores e alunos, todos com seus devidos textos bem decorados. Intermediando todo o rito estava a entrega dos diplomas, simbólicos apenas, como disse um professor no primeiro dia de aula ("não vale nada, é só para apresentar ao seu professor mesmo"). Devidamente terminada a cerimônia, fotos e mais fotos de todas as turmas, fossem turmas de amigos, fossem turmas de alunos, com ou sem professores, conhecidos etc. Vamos então a um pequeno buffet em um dos restaurantes do campus, tudo oferecido pelo instituto de ensino de japonês. O buffet foi interessante, misturava diversos petiscos japoneses, como frango frito, bolinhos de carne cozidos no vapor (“shumai”), yakisoba, saladas e outras coisas que a falta de memória me impede de escrever. Mais discursos durante o buffet e uma boa prosa ébria com meu colega de sala tcheco, regada a cerveja Asahi e o que quer que estivesse por cima das mesas. Fim da cerimônia, fim da celebração, fim do curso de japonês. Fim.
 
Viagem a Shimoda
 
Tudo ia feliz e tranquilo na minha vida até que chegou o dia da viagem a Shimoda. Explico: no mês anterior fui intimado pelas minhas amigas japonesas a viajar com toda a turma da faculdade de português do ano delas em uma excursão à praia na península de Izu (procurem no mapa!), na região de Shimoda. Essas excursões são chamadas de Gasshuku, e normalmente acontecem entre membros de clubes de esportes, cultura etc das faculdades e escolas. Mas o povo dessa turma de português se relaciona bem, então lá foram todos em duas vans para Shimoda.
Aqueles que me conhecem sabem como eu adoro praia. Nossa, nada como a água do mar salgada, a areia entrando nos vãos dos dedos do pé e saindo apenas com o banho em casa, depois que você já encheu toda a casa de areia; nada como o sol queimando, deixando aquele vermelhão na pele que vai fazer você lembrar com prazer por toda a semana que, ufa, fui à praia! Enfim, aqueles que me conhecem sabem que eu não suporto praia a não ser que eu vá fantasiado de um bom gringo: tênis, meia, bermuda, camiseta e toneladas de protetor solar. E lá estava eu, por dois dias, fritando na praia. Ficamos em uma pensão pequena e caseira (para não dizer rústica), e passamos os dois dias em meio aos jogos de praia (que os japoneses adoram, ao invés de dormir como nós fazemos), o churrasco brasileiro ajaponesado na primeira noite e os longos engarrafamentos mais tradicionais que o teatro Nô e o Kabuki na ida e na volta. Dos jogos de praia posso destacar: corrida, quebra da melancia (quem viu meu álbum no orkut deve ter notado minha foto na praia com o pessoal e a melancia), fogos de artifício à noite e outros. Voltei feliz e contente, cheio de histórias para contar conquistadas em apenas dois dias
 
O Churrasco de Komaba
 
Na volta da viagem me dei conta de que iríamos organizar uma churrascada aqui em Komaba e tinhamos pouco tempo para isso. Na verdade não, mas só digo isso pra deixar a narrativa mais dramática. De qualquer modo, o parque Komabano (o nome é esse mesmo!) estava reservado havia dois meses, e era chegada a hora da carne assar. Depois de alguns anúncios do churrasco em três listas de e-mails dos bolsistas e brasileiros em geral no Japão, chegamos a uma impressionante lista de 57 confirmados (acho que era esse o número). Bem mais do que haviamos planejado, mas nada impossível. Resolvi então enviar às listas sobreditas a lista daqueles confirmados, para que tivessem a certeza de que teriam seu quinhão de carne garantido.
Porém (e sempre há um porém), havia eu percebido uma engraçada coincidência. O churrasco de Gifu, província ao norte da cidade de Nagoya, tradicional churrasco anual que congrega bolsistas de todo o Japão, estava para ocorrer no mesmo dia! Engraçado, não? Eu, em minha imensa inocência, achei que era uma boa oportunidade para inserir no topo da lista dos confirmados uma pequena piada, que em minha cabeça fez todo sentido naquele momento. Apelidei o churrasco nosso, de Komaba, de Anti-Gifu. Nossa, foi um apocalipse. Jamais em tempo algum, se viu tamanha discórdia surgir nos corações dos envolvidos em todas as partes, e recebo então, através da lista, dias depois, um e-mail exigindo, demandando minhas desculpas, já que o impropério inominável havia causado desconforto em muitas pessoas. Tenho até medo de escrever sobre esse causo aqui visto que posso provocar outros desconfortos ainda maiores, quem sabe até mesmo ser privado da convivência de pessoas que admiro e por quem tenho apreço. No fim, para encurtar a história, tive que pedir muitas desculpas, várias vezes, escritas e orais, para que todo o clima de mal-entendido cessasse e nossas vidas pudessem voltar a correr na mais santa paz. Moral da história: jamais faça uma piada àqueles que não te conhecem. Eles podem se ofender. Essa nem o He-Man sacou em tantos episódios cheios de moral. E ponto final!!!
 
A Viagem
 
E aí, como está o Vale a Pena Ver de Novo? O Alexandre anda perturbando muito, de novo? E vale a pena?
Apesar do título não vou falar (mais) da novela. Esta é a viagem que fiz com o Miura, amigo e irmão komabense, pelo Japão. Estava eu tranquilo no meu canto, sem incomodar ninguém e ainda remoendo a história anterior (“o q foi q eu fiz de mal? Eu sou tão legal com todo mundo...”) quando o Miura me diz: vamos viajar? Que viajar que nada, vou ficar em Tokyo, tenho coisas pra fazer. Depois de um longo tempo, talvez o intervalo entre o primeiro e o segundo copo de choppe, me convenci de que deveria viajar e tentar incomodar o máximo de pessoas possível para não gastar dinheiro com hospedagem. Brincadeira...
Fomos então para Hiroshima. Foi um longo dia de viagem, o primeiro, com 18 horas de trem, 9 baldeações, tudo coroado com uma noite mal-dormida em um cyber café. Dia seguinte visitamos o Parque da Paz, o Genbaku Dome (antigo Hall da Indústria e Comércio de Hiroshima, cuja estrutura sobreviveu à bomba) e o Museu da Bomba de Hiroshima. Sempre rodeados de chuva e ensopados até a alma. Fomos então para o hotel, onde largamos as malas e corremos aproveitar o dia para ir até Miyajima, ilha ao sul de Hiroshima. Lá vimos o Torii flutuante (um portão construído no meio do mar), comemos (de novo) okonomiyaki de Hiroshima e voltamos ao hotel.
Tenho que abrir aqui um parágrafo novo apenas para comentar essa descoberta: o okonomiyaki de Hiroshima. Sempre que inquirido sobre minha comida favorita no Japão tinha dificuldade de responder, enrolava dizendo que era sukiyaki, mas o okonomiyaki de Hiroshima me conquistou. Agora, perguntam-me, pq cargas d’água o Rômulo insiste em escrever okonomiyaki de Hiroshima, e não apenas okonomiyaki? E afinal, o que é okonomiyaki. Calma, tudo a seu tempo. Okonomiyaki é um tipo de panqueca frita onde na massa se mistura repolho, carnes, frutos do mar, enfim, tudo que se gosta. Aliás, o nome significa isso mesmo: Okonomi é favorito, o que se gosta, e yaki, assim como em yakisoba, é frito na chapa. E pq o de Hiroshima é especial? Pq ele leva yakisoba e ovo na receita, e isso faz TODA a diferença. É um prato completo, com muito repolho, vegetais e carnes, agregados na massa de okonomiyaki e ovo. Cobrindo essa beleza, o molho agridoce do okonomiyaki e um pouco de maionese, regado com nori (alga) em pó. E em Miyajima comemos okonomiyaki com dois ingredientes sensacionais: ostra e chikuwa de anago (chikuwa = uma espécie de salsicha de peixe, anago = enguia). Foi simplesmente o suficiente para tirar todas as minhas dúvidas acerca do meu prato preferido da culinária japonesa.
Saímos de Hiroshima no dia seguinte, após uma breve visita ao castelo de Hiroshima (Hiroshima-jo). Fomos então de shinkanses (o trem-bala) até Himeji, cidade da província de Hyogo, onde fica o maior castelo do Japão: o Himeji-jo (deu pra perceber que esse “-jo” significa castelo?). Realmente é impressionante, muito bonito, e o parque em volta deve ser mais bonito ainda na primavera com as cerejeiras ou no outono com as folhas vermelhas. Ainda volto lá. Depois de Himeji fomos para Osaka, uma das cidades mais conhecidas do Japão e mais características. É difícil explicar o que torna Osaka tão especial: a diferença dos japoneses de lá para o resto do Japão, seus comediantes, sua culinária rica, sua mania de se achar extremamente especial, talvez... De qualquer modo, a impressão que se tem é que você entrou em outro país sem tirar o passaporte do bolso.
Chegamos cansados e corremos então a encontrar um amigo meu do Rio, Joelson. Ficamos apenas uma noite no dormitório dele, pois o esquema por lá era bem rígido, quase sufocante, impossível de permanecer, e no dia seguinte passamos a um albergue. Nem toda economia vale a pena. Enfim, aproveitamos então o dia livre para visitar Osaka mesmo, o castelo de Osaka (adivinha o nome? Osaka-jo!), o centrão de Nanba e Dotonbori com seus pontos turísticos típicos: um caranguejo gigante, um manequim de palhaço e uma propaganda da empresa Glico. No fim do dia encontramos amigos que moram em Osaka e voltamos ao albergue. Que diacho, o albergue fechava às 10, então tínhamos que sair às 8 pra poder chegar e tomar banho ainda, pq banho também não podia depois das 10! Vai entender...
Dia seguinte, Nara! Beleza de cidade pequena, com grandes monumentos (o maior buda de bronze do Japão, com 16 metros!), museus e um acidente de trânsito que aconteceu na nossa frente. Nada sério, mas foi estranho ver o velho que vinha atrás com o caminhão discutir e ofender a mulher que dirigia na frente dele em um pequeno carro popular. Ele estava errado, certo? Afinal, que está atrás sempre está errado!
Dia seguinte, saímos enfim de Osaka e fomos finalmente para um dos grande objetivos da viagem: Kyoto! A capital cultural do Japão, povoada de templos, castelos e tudo o mais que a imaginação possa pedir sobre cultura japonesa. Chegamos no sábado à noite, e no domingo de manhã já estávamos de pé cedo. Ficamos na casa da família de uma amiga minha (Obrigado, Yuko!), a família Tanaka, e no domingo o Tanaka-san, pai, nos levou por um tour ultra-rápido e acelerado de carro por todos os pontos principais da cidade. Nada como um dia de carro para descansar de visitas à pé por dias seguidos. Na segunda vimos a fabricação dos doces que o Tanaka-san faz: balas e mais balas. Infelizmente a minha grande preferida, a bala de café, aparentemente saiu de linha. Tomara que volte um dia. Fomos então andar pela cidade, vimos alguns poucos pontos turísticos nesse dia e passamos um hora (acho) no karaokê, para matar o tempo um pouco e relaxar. Eu não sei o que acontece, mas o ambiente do karaokê aqui não lembra em nada os videokês do Brasil... Aqui é tão mais legal... hehehehe...
Fim do dia, comemos uma bela e reforçada janta da mamãe Tanaka-san. Banho tomado, vamos dormir quando... liga o Tanaka-san, que não estava em casa. Rômulo-san, tudo bem? Cansado? Pq não aproveitamos a sua última noite em Kyoto para sair? E lá fomos nós, tarde da noite, nos encontrar no centro. Tanaka-san pai e colega-do-Tanaka-san-san nos levaram então para bebericar caras e coloridas bebidas em um bar à beira do Kamogawa (Rio dos Patos), e para terminar... karaokê! Se não bastasse o tempo passado no karaokê à tarde, fomos abençoados por mais duas horas e meia de música. E pior, na mesma loja em que havíamos ido à tarde!!! Mas dessa vez pegamos as salas mais caras, premium, com tela de plasma e drinques mais interessantes.
À manhã seguinte retomamos a jornada, deixando Kyoto para trás e rumando para Hikone. Ah, pequena cidade de Hikone... com seus cem mil habitantes, grandes caminhões (quanto menor a cidade, maiores são seus caminhões, regra do Japão), oitocentos e tantos brasileiros e um castelo pequeno, mas com um museu anexo fenomenal. Hospedamo-nos novamente em casa de amigos, desta vez amiga do Miura, e no dia seguinte seguimos ao último ponto da viagem: Nagoya!
Chegamos em Nagoya cedo até, mas encontramos uma amiga minha que eu não via desde que voltara ao Brasil, e fiz questão de passar um tempo com ela. Após umas quase três horas de conversa e boas risadas, finalmente fomos para o dormitório dos brasileiros de Nagoya. Tive medo que fosse impossível como o dormitório de Osaka, mas qual foi minha surpresa ao ver que nem ao menos guarda tinha! Tranquilidade absoluta, fomos dormir tarde e por isso no dia seguinte tivemos tempo apenas de ver um prédio que o Miura tinha de ver por causa da pesquisa dele de arquitetura e voltar para Tokyo, dessa vez de shinkansen.
Acho q é isso. Ah, peço àqueles que tiveram a paciência de ler até aqui e queiram por acaso comentar: deixem seus nomes! Fica difícil identificar quem é o autor do comentário sem nome! Por favor! Chega, já escrevi demais hoje. Boa noite pra quem é de boa noite e bom dia pra quem é de bom dia!
posted by RomuloEhalt | 09/18/06 04:45 | comments (9)


Saturday, 02 September 2006

Update! Tá, ainda não... tenho muita coisa pra contar, e vai ter q ser meio logo pq na terça, dia 5, vou viajar! Tomara que dê tempo até lá. Por enquanto posso deixar aqui, meio como um lembrete para mim mesmo, que tenho que contar sobre o churrasco daqui de Komaba (e a confusão que houve por uma brincadeira besta minha), minha viagem pra Shimoda (meu primeiro Gasshuku, explico isso depois), e acho que até a cerimônia de encerramento do curso de japonês na Todai, acho que ainda não falei dela... Depois conto as coisas direito!
posted by RomuloEhalt | 09/02/06 01:47 | comments (3)


Friday, 23 June 2006

Que jogo, Brasil e Japão, hein? Agora imagina ver esse jogo no Japão! Ontem o pessoal do meu dormitório se dividiu pra ver o jogo. Uma coisa era certa: como faríamos muito barulho, apesar da autorização de ver os jogos no dormitório, tivemos que ir ver em outro lugar. Metade do grupo, onde eu me incluía, foi para o outro dormitório de Komaba, o Komaba Lodge, onde moram outros dois brasileiros (e um moçambicano quase-bahiano), já que lá poderíamos gritar à vontade, fazer barulho e beber sem problema. Arrumei minha mala com suquinhos (rs...) e fui para lá às 3:40 da manhã (ver jogo no Japão não é mole!). A outra metade do pessoal do dormitório foi para um bar que foi aberto especialmente para a Copa, cujo dono é o jogador Nakata Hidetoshi da seleção japonesa. Disseram que a TV Record foi para mostrar a torcida brasileira em Tóquio, e eu imagino a festa dos brasileiros em meio a uma multidão de japoneses (já que o bar é imenso!). Eu, por restrições orçamentárias, me abstive da festa, escolhendo a opção mais economicamente viável.

Bem, falemos um pouco da minha pesquisa, já que nem tudo é festa. Acho que a maioria já sabe, vou tentar fazer mestrado aqui, e para isso vou ter que ter uma noção boa de japonês antigo, o que é uma desgraça! Apesar de na minha pesquisa, mesmo no mestrado, eu não precisar usar uma única folha de documentos japoneses, vou ter que estudar para passar na prova. Ontem, conversando com o Kenji (falei seu nome aqui, pode?), que é o meu amigo brasileiro que está estudando na Universidade Waseda, em Tóquio, me perguntou se eu sabia o que era Hentaigana. Eu disse que não sabia o nome, mas achei que já tinha visto em algum lugar. E por fim, tinha mesmo. Deixe-me explicar. A língua japonesa atual é escrita com três tipos de caracteres: os kanji, que são inúmeros ideogramas de origem chinesa; o katakana, que são caracteres oriundos da simplificação da escrita dos kanji; e o hiragana, que vem da escrita cursiva e rápida do kanji. Os dois últimos não tem significado por si só, representando apenas uma sílaba. Pois bem, isso é no japonês moderno. Antigamente, como não existia uma gramática unificada nem um padrão de escrita nacional, muitos simplificavam outros kanji para representar as mesmas sílabas, resultando em hiragana e katakana que fogem à tabela atual. Estes são os Hentaigana, caracteres que não são mais usados hoje em dia porque seus correspondentes modernos já fazem este trabalho. Pra se ter uma idéia da encrenca, olha isso:

http://www.toride.com/~yuga/moji/kana.html

A encrenca aumenta quando se descobre que eles são usados ainda hoje em alguns poucos lugares, como em placas de lojas tradicionais.

http://homepage2.nifty.com/Gat_Tin/kanji/kana.htm

Acho que dá pra ter uma idéia do problema que é estudar pra passar na prova. A vantagem é que eu gosto! Pior se não gostasse, aí não dava mesmo!

posted by RomuloEhalt | 06/23/06 02:41 | comments (6)


Friday, 16 June 2006

Pois é, lá se foi outra semana de cão. Tive prova, algumas aulas de revisão (eram três, faltei duas, acho q tá uma média boa), e hoje fui passear na Gaidai. Pra quem não sabe, a Gaidai é a Universidade de Estudos Estrangeiros de Tokyo, onde estudei na primeira vez q vim aqui. Quem quiser ter uma idéia de como a Gaidai se parece pode, além de procurar por imagens no Google, ver esse vídeo

http://www.youtube.com/watch?v=2o3INRPXJEI&search=ueto%20aya%20kaze

É da cantora de J-Pop Ueto Aya, e foi gravado na Gaidai. Chega de escrever. Depois volto e escrevo mais.

posted by RomuloEhalt | 06/16/06 09:43 | comments (2)


Saturday, 10 June 2006

Posts longos ninguém lê! Então, a partir de agora, posts curtos! Êêêêê!!!

Contemos então o dia de hoje. Fui de manhã num passeio organizado por um grupo voluntário chamado Friendship Chiyoda (http://fchiyoda.org/) a uma academia de sumô profissional, a Tokitsukaze Beya. Foi minha segunda visita a uma academia profissional, tendo a primeira sido na Michinoku Beya. Chegamos muuuito cedo na estação Ryogoku, onde nos encontramos com os outros estrangeiros e o staff do Chiyoda. O treino foi ótimo de ver, e estava tudo bem, apesar do desconforto de se ficar duas horas e pouco sentado sobre os joelhos, até que de repente todos os lutadores viraram para uma porta e cumprimentaram quase em uníssono um visitante para o treino do dia. Vindo de outra academia, era Chiyotaikai, um Ozeki (segundo posto mais importante do sumô) que veio para participar como convidado. Fiquei muito surpreso e feliz por ter a oportunidade de vê-lo tão perto!

Depois do treino os lutadores tiraram fotos com todos e conversaram um pouco conosco, e claro que pegaram no meu pé dado o meu pequeno tamanho, me chamando para uma luta só, hehehehe. Depois da visita o grupo se dividiu entre aqueles que foram para o Museu Edo-Tokyo e os que voltaram para casa. Eu não fiz nem um nem outro: fui para meu velho dormitório na estação Tabata encontrar com um amigo para passar o dia. No fim fomos passear em Shinjuku e acabamos num karaoke cantando uma hora e meia de músicas de anime e tokusatsu variados.

Agora chega, pq tenho q começar a preparar tudo para a feijoada de amanhã! Colocar as carnes pra dessalgar, separar o feijão, chamar os amigos detentores de máquinas de fazer arroz etc, etc, etc...

posted by RomuloEhalt | 06/10/06 09:12 | comments (4)


Friday, 26 May 2006

Depois de quase dois meses de Japão, resolvi passar de novo por aqui. Pois é, muita coisa aconteceu nesse meio tempo, nem sei por onde começar. Talvez o melhor seja começar pelas partes mais chatas, assim vai melhorando até o final.

O sumô me deu uma canseira tão grande nesses últimos tempo que estava começando a atrapalhar os estudos. A ida aos treinos me consumia mais de dez horas semanais, entre treinos e jantares pós-treino três vezes na semana. Assim, fui "forçado" a largar por um tempo, tempo no qual fiquei pensando muito seriamente em desistir do sumô. Afinal, meu objetivo principal no Japão não é sumô, e sim a pesquisa, que já deixei de lado esse semestre para poder me concentrar no estudo do japonês. Aliás, descobri que vou ter q estudar muuuuito mais do q pensava, pois o japonês antigo vai cair na prova do mestrado, e meu orientador quer porque quer que eu faça a prova logo no começo do ano que vem, para saber como é e, é claro, mostrar serviço! Enfim, depois de uma simples troca de e-mails com um dos colegas veteranos do sumô, pude ler as palavras mágicas que tanto esperei para poder continuar: "Venha quando tiver tempo". Carta branca! Agora posso continuar estudando sem ter q largar o clube de sumô, e nas férias quem sabe me dedicar um pouco mais aos treinos. Não que eu queira me tornar lutador ou qualquer coisa, mas é muito gratificante poder praticar, por pouco que seja, um esporte que admiro tanto. Acho q é a mesma diferença de quando você ouve uma música e sabe tocar o instrumento. Quando vc não sabe nada, parece uma confusão de sons, mas quando sabe tocar alguma coisa, consegue distinguir e até criticar a música. Mesma coisa vale para ver sumô sem nunca ter praticado e ver depois de ter praticado. Acha q é mole levantar a perna daquele jeito? Então tenta!

Nessas últimas semanas eu tenho conseguido juntar o pessoal do dormitório e até chamar alguns convidados de fora para umas pequenas festas culinárias. A primeira foi um nabe, uma espécie de cozidão japonês parecido com sukiyaki, para o qual vieram uns 20 brasileiros. A segunda foi uma feijoada, com feijão, carne seca, paio e arroz agulhinha vindos diretamente da província de Aichi, já q não tem em Tokyo. Vieram uns 20 brasileiros, mais alguns estrangeiros. Ja a terceira e última foi um strogonoff, feito com alcatra e creme de leite também vindos de Aichi. Esse sim veio muita gente, tinha pelo menos umas 35 pessoas, entre brasileiros, japoneses e alguns poucos estrangeiros de outras nacionalidades. Tanto a feijoada e o strogonoff foram possíveis graças às receitas que minha mãe passou pra mim pela internet! Valeu, mãe! Agora o pessoal já está exigindo nova feijoada, e dessa vez acho que vai ser bem maior do q da última. Queria tentar fazer uma para o pessoal do clube de sumô, mas se eu disser isso aqui muitos ficarão de cabelo em pé!

O pessoal do dormitório na verdade queria também fazer um churrasco, mas o parque ao lado, onde há espaço para isso, tem q ser reservado com dois meses de antecedência! Imagina, brasileiros, q não marcam nenhum compromisso desse tipo nem com duas semanas de antecedência, tendo que planejar agenda para dali a dois meses! É difícil, hein?

Aqueles que me conhecem sabem como eu sou maluco por comprar livros. Agora imaginem a minha pessoa, sabendo ler o pouco japonês q sei, com dinheiro e numa livraria japonesa. Imaginou? Se pudesse mostraria uma foto da minha estante de livros agora, cheia de livros em três prateleiras, já q as outras duas tem panelas e equipamento de cozinha. Logo, como essa já está cheia, o q fazer? Parar de comprar livros? Mandar os livros extras pro Brasil? Não, não e não! Comprar nova estante! Hoje chegam dois novos armários, que comprei numa loja enorme chamada Tokyu Hands. Os armários foram baratos até, cerca de 19000 ienes pelos dois, o que dá mais ou menos 400 reais. Quero ver o cara das Casas Bahia fazer mais barato q isso! Mas foi difícil escolher os armários, no meio de tantos compensados e madeiras tão fracas que conseguia partir com a mão. E minimamente agradável ao olhar!

Outra coisa boa desses dias foi o karaoke. Desde q cheguei já tinha ido duas vezes ao karaoke, com os amigos japoneses. Sempre é bom, a gente se diverte muito, mas os japoneses tem um estilo próprio de ir ao karaoke, que é cada um cantar uma música por vez, e ficar quieto enquanto outro canta. Ou seja, nada de cantar junto! Isso é legal em algumas ocasiões, mas nem sempre. Na semana passada, em compensação, arrastei o povo do dormitório para um karaoke, o q foi ótimo. Do grupo, só três brasileiros e uma japonesa (óbvio!) já tinham ido ao karaoke antes, os dois novatos não esperavam muito, só foram pelo rodízio de bebidas. Mas no final das contas, se divertiram tanto que querem voltar lá hoje! Ir com os estrangeiros tem uma coisa boa e outra ruim. A boa é q todo mundo canta junto, se diverte, faz bagunça e tudo vira festa. A ruim é q saem poucas músicas em japonês, e eu sempre acho um desperdício ir num karaoke japonês pra cantar músicas em inglês! Mesmo pq quando vc coloca qualquer música estrangeira, seja Chega de Saudade ou Master of Puppets, o vídeo q passa é de imagens turísticas da Itália, da França, dos EUA, da Inglaterra, enquanto nas músicas japonesas aparecem os clipes das músicas, os cantores, vídeos mais interessantes do q o Coliseu ou a Torre Eiffel numa tarde de outono!

Agora chega. Já escrevi bastante, espero que comentem qualquer coisa e se identifiquem quando o fizerem, pq eu não consigo adivinhar a identidade de todos pela escrita. Só a dos meus amigos portugueses! Hehehehe...

posted by RomuloEhalt | 05/26/06 00:17 | comments (2)


Tuesday, 18 April 2006

Finalmente um update direto do Japão! E com direito a acentos, pq eu aprendi a instalar o português nesse computador! Viva! Eeeeeehhhh!!!! Não que eu tenha aprendido a instalar o português na minha cabeça...
Bom, cheguei aqui no dia 5 deste mês, cansado, depois de uma baita aventura para conseguir refazer o check-in e pagar o excesso de bagagem em Vancouver. No aeroporto esperava que alguém fosse me receber, mas qual não foi minha surpresa ao descobrir depois o motivo pelo qual ninguém foi: eu não disse q horas chegava! De qualquer jeito lá estava todo o staff da JASSO, um associação que auxilia os estudantes estrangeiros no Japão. Nos encaminharam para uma salinha reservada para registrar nossa chegada, ganhar os 25000 yenes de ajuda de custo inicial e depois despachar nossas bagagens pelo serviço de entrega. Nos colocaram dentro de um táxi e lá fomos nós. Junto comigo mais dois novos amigos bolsistas brasileiros, que enquanto um dormia outro escutava pacientemente minha incessante tentativa de demonstrar que realmente conhecia Tokyo. "Olha, aqui é Mainohama, onde tem a Disney", "olha, aqui é Odaiba, onde fica a Fuji TV e o outro dormitório do Monbusho", "olha, aqui em Shinagawa fica o escritório de imigração", etc. Chegamos no dormitório ali pelo final da tarde, depois de duas horinhas no táxi do Awaiibara-san (o taxista). Após um mini-tour até o quarto, arrumei a cama e desabei.
Nos dias seguintes, me tornei guia não-oficial do grupo de brasileiros do dormitório, para alívio da menina que mora aqui desde outubro. Além dela havia ainda outra brasileira, mas essa a gente vê muuuito de vez em quando, só quando as coincidências da rotina dela de ir e voltar da faculdade permitem. Passeamos então em Shinjuku, Shibuya, Ikebukuro, Kichijoji, até que eles começaram a tomar fôlego e voar por conta própria, para ir aos lugares q não me agradam tanto em Tokyo, como Roppongi e Asakusa. Nesse intervalo, fomos devidamente registrados na sub-prefeitura da região de Meguro, e estamos agora no aguardo da nossa identidade de alien. Não é brincadeira, o nome do documento em inglês é Alien Registration mesmo!
Também pude ir algumas vezes à Todai, conhecer seu imenso campus de Hongo. Em quase todas as vezes que fui alguém me guiou pelo campus, logo já conheci alguns lugares quatro vezes. Em meio a orientações, auto-apresentações, milhares de nomes japoneses que não vou lembrar até perguntar de novo, as aulas começaram. Começaram esta semana, meio às escuras, silenciosamente, na segunda feira. Tinha eu uma aulas de Kanji às 10:40 da manhã, mas um alarme de celular mal-programado e uma imensa quantidade de preguiça me impediram. Fui então à tarde onde vi o primeiro zemi da minha vida. Mas Rômulo, que diacho é zemi, vc pergunta. Ah, zemi é o modo carinhoso pelo qual os japoneses chamam os seminários, um tipo de aula super-interessante onde um professor propõe um tema e uma certa atividade para ser realizada pelos alunos, logo toda aula é uma apresentação de algum relatório sobre a atividade proposta. O zemi de ontem foi do Murai, meu orientador, e foi interessante ver q ele me tratou com certa proximidade, interrompendo um pouco a explanação inicial da proposta daquele zemi para explicar coisas básicas sobre a leitura de documentos japoneses (atividade do zemi dele) e conferir se eu realmente entendi tudo. Acho que vou conseguir, apesar de tudo, estabelecer uma boa relação cordial com meu orientador. Ufa!
Digo isso pq na semana passada, na quinta-feira, fui ter uma conversa com ele sobre as aulas que pretendia assistir e sobre minha intenção de entrar no mestrado da Todai. Ele me olhou com espanto e disse, em claro e bom japonês, "Com o seu nível de japonês, este ano, é impossível". Meus olhos sofreram muitíssimo para segurar as lágrimas que queriam forçar a saída, meu queixo mordeu com força para evitar os embaraçosos tremeliques; as únicas que não puderam se conter foram as pernas que, sob a segurança da sombra da mesa, se agitaram e estremeçeram incansavelmente. Mas, para sossego geral da nação, ele seguiu a dura afirmação com um raio de esperança, disfarçado sob a frase "mas, se vc se esforçar, ano que vem talvez". Existe uma luz no final do túnel. Agora só resta eu me esforçar!
Os dias no Japão tem se passado assim, com fortes emoções, cerejeiras que cada dia mais perdem suas flores e seu brilho, um frio que insiste em não ir embora e que promete um verão mais fresco, e sonolência em horas inapropriadas. Mas vamos abordar agora as últimas novidades: ontem fui fazer sumô. Cheguei da aula ali pelas 5:30, e coloquei-me então a procurar pelo local de treino de sumô no campus de Komaba, da Todai, aqui do lado do dormitório. Após algumas frustrações, encontrei, escondido, entre o campo de atletismo e o de rugbi, a sala de treino de sumô. Uma gravura de um yokozuna da Era Edo, nada atraente aos olhos comuns, à porta, impressa sobre um papel cartão, com os dizeres "Sumô-bu" (Clube de Sumô). Entro, após hesitar uns instantes, e me encontro com um senhor, de terno, sentado sobre o tatami elevado acima do barro da área de treino. Penso cá comigo "é o cara que cuida do local, certo?". Errado! Ele conversa comigo, diz que se lembra de ter me visto em uma das orientações da faculdade de história na semana anterior, e começa a se despir para colocar o mawashi (sim, sim, aquele fraldão do sumô). Meus amigos, o velhinho, que parecia tão pequeno debaixo das camadas de tecido do paletó, de repente se mostrou um armário. Tá, não um armário, pq ele era muito baixinho, talvez um gabinete, um rack. Mas jamais pensei que alguém com quase 70 anos pudesse ter uma forma física daquelas. Coloco eu tmb o mawashi, e começam a chegar os outros membros do clube, mais cinco japoneses: quatro estudantes e um ex-campeão estudantil. Começamos o treino, e descubro então como é difícil o sumô! Usando do próprio peso como resistência para alongamentos, o aquecimento se mostra uma sessão de intensa musculação. No calor do treino não senti nada, mas depois que voltei para casa, quase não conseguia andar! Até agora, aliás, me sinto como um paraplégico SEM cadeira de rodas! O pessoal foi muito amistoso, e como sou quase três vezes maior que a maioria, treinei com o professor. Que coisinha difícil tirar o velho do círculo. Em uma das vezes, ele me jogou para o lado com facilidade, fato que resultou em um joelho esfolado e algumas dores de bônus. Cheguei em casa após quase três horas de treino, e até agora ainda é forte aquela pulga maldita atrás da orelha gritando "vc tem certeza que vai voltar lá na quarta-feira?". Mas, a consciência, plena e onipotente, me diz q se começar a desistir disso agora nunca mais vou ter outra oportunidade. Então, não tem jeito, o negócio é se esforçar mesmo.
Acho q é só isso. Por favor, comentem qualquer coisa, para que eu sinta que o blog está sendo lido. É meio frustrante escrever isso tudo e não receber qualquer reação. Até o próximo update!

posted by RomuloEhalt | 04/18/06 00:09 | comments (6)


Friday, 31 March 2006

5 dias até a chegada em Narita.

Nossa, nem percebi como faz tempo desde meu último update. Vamos ver se me lembro de tudo que aconteceu. Fiz uma despedida grande no sábado passado, onde consegui juntar boa parte do povo que queria dar um abraço antes de ir embora. Dos que não foram, encontrei dois ontem e o resto, 100% macaenses, vou encontrar no sábado. Tomara que eles apareçam.

É engraçado, eu antes achava hipócrita me despedir de pessoas que eu não via há um ano, um ano e meio, desde que voltei ao Brasil. Pessoas que não me procuraram, assim como eu não as procurei. Mas daí comecei a sentir o que realmente isso tudo significa. Cara, eu tô indo embora! Não sei quando volto. A bolsa dura dois anos, é verdade, mas eu não tenho mais vínculos com o Brasil. Tudo aquilo que me falavam quando fui da primeira vez, que eu podia não voltar, que ia arranjar emprego por lá, agora pode ser verdade. Sei que não é uma verdade muito fácil de engolir, mas é a real. E esse povo, que mesmo sem eu ver há um ano e meio, pode estar se sentindo como se perdesse uma certeza, que se fosse até o nono andar do prédio da UERJ no Rio iria me encontrar. E é esse tipo de certeza que mantém amizades mais longas do que a gente imagina, mais do que cartões de Natal e aniversários. Eu pude passar um ano e meio sem falar com pessoas que, agora, eu sinto que vão me fazer falta desse jeito, porque vão deixar de ser certezas.

Tenho uma confissão a fazer (dentre as muitas que planejei antes de ir embora). Meu plano não era esse. Se os entrevistadores do consulado lessem este blog achariam estranho eu falar de modo tão fatalista, "vou-me embora", mas este não era o meu plano inicial. Queria muito viver no meio. Para mim, seria ideal contribuir dos dois lados, com minha tão pouco valorizada profissão de professor, vivendo um tanto cá quanto lá. Mas não sei quando isso será possível.

Uma coisa que peço para que me entendam é aquele velho clichê: ponha-se no meu lugar. Eu vou para passar dois anos, pode ser que entre no mestrado. Se entrar, beleza, um objetivo cumprido. Mas pense bem, mestrado na Universidade de Tokyo! Seria um título inédito dentro da historiografia brasileira, pelo que pude entender, e tão valorizado lá quanto aqui. Se fizesse mestrado em uma universidade japonesa qualquer, voltaria para o Brasil com um título tão valorizado quanto o da Univ. de Tokyo, afinal, para os analisadores de currículos daqui não faz diferença aquele monte de casinhas e tracinhos sem sentido que é o japonês. Mas lá, um título de mestre em história pela Todai é o bastante para começar a dar aulas em uma universidade, e com as vantagens de estar no Japão.

Não digo isso como vantagem de qualidade de vida, de segurança, de salário. Essas são vantagens óbvias e que decido não incluir na conta para não ser injusto com as vantagens intangíveis e mais óbvias ainda da minha terra natal. As vantagens do Japão às quais me refiro são o ambiente de pesquisa, formado pelas bibliotecas e pesquisadores da mesma área, com quem posso manter um diálogo frutífero. Não são muitos os pesquisadores que trabalham com os jesuítas no Japão, ou os portugueses no Japão, dá na mesma, mas é um número bem maior do que aqui, claro! E as bibliotecas, voltadas para este assunto, dispensam qualquer viagem à Europa. Seus arquivos contém conteúdos contidos (credo quanta redundância!) nos arquivos europeus. Só isso já é uma grande vantagem.

Pensando no lado pessoal, eu poderia dizer que não iria. Seria muito mais compreendido do que estou sendo agora. É engraçado esse jeito de ser das pessoas, se digo que estou indo embora para um lugar com oportunidade de trabalho, pesquisa, bons empregos etc, mas estou deixando a família para trás, isto é ruim. Se digo que fico, e deixo aquela oportunidade passar, isto é ruim, mas não tanto. Realmente, Sérgio Buarque tinha razão, o homem brasileiro é um homem cordial. Será que poderíamos chamar a isto de ética católica? Sei lá, os teóricos que se preocupem com isso.

Engraçado como minha chegada já está envolta em planos. É quase como se meu cotidiano pudesse continuar. Já tenho encontros, festas e restaurantes marcados para depois da minha chegada, e ainda nem pus o pé no avião. O que a internet não faz...

Meus dias tem sido assim. Despedidas e malas. Os dias agitados e corridos de documentação e burocracia se passaram. Por enquanto, claro, depois que chegar lá vou enfrentar o monstro da burocracia japonesa. Não sei qual dos dois, se o monstro tupiniquim ou o nipônico (porra, lá vou eu usar estes clichês de jornaleco) é pior. Mas que ambos são monstros, isso sim.

Agora chega de escrever. Talvez volte a escrever antes de ir pro Japão. Talvez não, talvez fique com minha família, com meu irmão, este menino tão grande que logo vai parar de querer carinho e cócegas de criança para tapinhas nas costas encabrunhados de adolescente. E eu não vou estar aqui. Sentiu o drama? Então não reclamem se não houver novas despedidas, mais festas e abraços. Isso já tenho o bastante aqui em casa.

posted by RomuloEhalt | 03/31/06 09:59 | comments


Friday, 17 March 2006

18 dias...

Hoje fui na UERJ tentar resolver minha vida. Fui determinado a sair de lá somente quando tivesse em mãos os dois documentos cruciais para que o assunto "faculdade" acabasse nesses últimos dias no Brasil, isto é, a Certidão de Conclusão de Curso e o Histórico Escolar final.

A faculdade no Japão me pediu esses dois documentos, mas como eu não os tinha hoje de manhã, resolvi mandar o que tinha aqui em casa: uma declaração da secretaria dizendo que conclui o curso e uma lista de disciplinas cursadas tirada da internet. Fui no correio e depois de voltar para casa pegar o endereço que tinha esquecido e encontrar minha mãe na rua consegui enviar, por módicos 67 reais, seis folhas de papel para o outro lado do mundo. Ossos do ofício.

Chegando na UERJ, uma hora depois, encontrei, na mesma sala, a prova concreta de que meu santo é forte e não me abandona. Estavam lá o chefe da secretaria da minha faculdade, a diretora da faculdade e a coordenadora pedagógica responsável pela minha faculdade. A diretora então determinou que os dois se pusessem a trabalhar e a todo custo me entregassem os documentos hoje.

Comecei então minha maratona, acompanhado do poderoso chefe da secretaria ao meu lado. Entramos em diversas salas, brigamos com diversos funcionários, confrontamos processos, despachos, guias, formulários... por fim, meu companheiro pereceu. Teve que retornar para seu posto de chefe da secretaria, deixando-me sozinho, no aguardo de um certo funcionário em um certo departamento que chegaria apenas às 3 da tarde. O que fazer numa hora dessas? Comer!

Fui-me almoçar então no Planeta do Chopp, aquele grande bar-restaurante no começo do Boulevard 28 de Setembro e que tantas vezes foi visitado pelo Martinho da Vila. Junto comigo estava minha caríssima professora de cultura japonesa, cuja amizade posso dizer que desfruto desde os idos de 2001. Após uma agradável hora de conversa e algumas corridas atrás do reitor e de outros grandes figurinhas da UERJ, maratona pessoal da professora, vi-me então novamente abandonado à própria sorte.

Como já se faziam quase três horas, fui ao encontro do tal funcionário. Ao ver que ele não se encontrava no local esperado, imbuído de determinação fui de novo ver a orientadora pedagógica uerjiana. Surpresa, surpresa, ela ficou espantada com a minha situação incompleta, e após esbravejar contra o não-resultado do trabalho de outrem, levou-me aos confins obscuros nas entranhas da UERJ. Vi o arquivo da universidade, com os dados e não-dados de todos os alunos de muitos anos; diretores e chefes de departamento, atarefados com seus papéis e urgências; técnicos de informática, atolados em meio à diversas correções de notas esperando para se lançarem no sistema. Em um corredor, perto do coração da Universidade, fui instruído pela orientadora a sentar e aguardar um pouco.

A burocracia nada mais é do que isso. Você alimenta ela com papel, ela pede quitutes especiais, é mais criteriosa que desejo de gestante, e no fim aguarda. Nunca se sabe o que vem, se um filho, belo e aguardado, ou merda, infeliz resultado que nos obriga a novamente inseminar a máquina com mais papel, mais cópias de outros papéis, atestados, comprovantes, nada-constas e certidões.

20 minutos se passaram entre uma olhadela no livro que eu tinha à bolsa, um boa-tarde a uma burocrata transeunte e aferições do tempo no relógio embutido no celular. Ao fim, ouço um "Rômulo?". É a burocrata, que me pede em troca dois recibos de requerimentos para por fim me entregar os tão desejados documentos.

Feliz, contente, satisfeito, corro a declarar meu imortal amor pela capacidade e competência soberba da orientadora, contar as novidades para o chefe da secretaria e a diretora da faculdade. A última não encontro, mas não menos feliz me quedo; em ônibus lotado de retorno às águas escondidas de Niterói sou talvez o único a não pensar no calor confinado dentro do carro.

Palavra do dia: Acabou. Mas essa história é tal e qual filme ruim. Você acha que acabou, mas algum diretor sempre resolve dar seu pitaco, reviver num remake, partir para um spin-off, e daqui a algum tempo terei de me preocupar em instruir meu pai, estando eu no Japão, a buscar meu diploma. Então, e somente então, poderei enfim colocar um ponto final ao cabo deste texto chamado graduação. Amén.

posted by RomuloEhalt | 03/17/06 00:13 | comments


Monday, 13 March 2006

21 dias... um pouco mais, um pouco menos, e o tempo não pára......

Enfim, acabei (quase) tudo na UERJ. Agora eles estão me devendo só o certificado de conclusão de curso e meu histórico acadêmico final. Daí o negócio é traduzir e mandar para o Japão. Fácil, certo? Errado. Existe uma grande chance de começar uma greve, sendo que as datas mais prováveis são dia 16 (segundo alguns funcionários) ou dia 13 (segundo alguns orkuteiros). Só esperando pra saber. Mesmo porque eu não vou hoje na UERJ para descobrir!

Falando em Orkut, resolvi não sair dele. Aliás, não foi tão difícil me convencer do contrário, bastou uma conversa com um amigo da faculdade e concluir que existem grandes vantagens em ter sempre alguma coisa que me lembre do aniversário dos outros. Simples assim.

E se um orkut incomoda muita gente, dois orkuts incomodam muuuuito mais! Entrei para o Mixi (www.mixi.jp), que é conhecido entre meus amigos japoneses como o "orkut japonês". É basicamente a mesma coisa, com o acréscimo de um diário público e um sistema de mensagens bem mais reservado, como uma caixa de e-mails. Nada de penetras e espiões observando minha vida! A não ser, é claro, através deste instrumento oficial de perscrutação que o senhor ou a senhora podem ler agora, chamado blog.

Outra coisa que aconteceu esses dias é que finalmente fiquei sabendo meu endereço no Japão. Vou morar no dormitório de Komaba, uma área próxima à Shibuya, que é um centro de boates, bares e juventude. Excelente para gastar dinheiro, péssimo para se planejar o futuro. Este dormitório é dividido em cinco prédios, sendo os dois mais antigos os melhores: quartos maiores, banheiro privativo, boa iluminação. Os três mais novos têm um banheiro por andar, quartos bem menores e parece-me que são mais próximos das linhas de trem, ou seja, mais barulhentos que o resto. É claro que estou torcendo para ficar nos prédios mais antigos, e pelo jeito é só isso que posso fazer, torcer, já que é tudo escolhido por sorteio.

Pois é, lá vou eu de novo. E vai ser como recomeçar tudo outra vez, já que a maioria dos meus amigos nem moram mais em Tóquio, ou já se formaram e estão trabalhando. É engraçado, acho que isso me incomoda às vezes menos do que deveria, segundo opinião de terceiros, já que sempre penso que posso encontrar pessoas novas, fazer novas amizades e ainda assim continuar alimentando as antigas.

Chega, depois escrevo mais.

posted by RomuloEhalt | 03/13/06 10:48 | comments


Thursday, 16 February 2006

Contagem regressiva para a viagem... E acho que todos sabem que não me refiro "A Viagem", a nova velha novela do "Vale a Pena Ver de Novo". Entre os dias 1 e 7 de abril, vou estar no Galeão, em horário indeterminado, embarcando de volta para o Japão. Quem sabe, dessa vez tenho todas as possibilidades do mundo. Como já acabei a faculdade (entreguei a mono mas não colei grau ainda!), não vou ter mais qualquer vínculo que não pessoal com o Brasil. Se for o caso, posso ficar por lá mesmo, dar aulas, me engajar em algum projeto educacional com os brasileiro que moram lá, continuar as pesquisas. Ao mesmo tempo que é ótimo ter tudo isso pela frente, é muito chato ficar esperando!

Quanto à faculdade, foi como disse, já entreguei a monografia. A UERJ ficou fechada por duas semanas após a queda de uma mureta do décimo-segundo andar, o que acabou atrasando um pouco meus planos de me formar o mais rápido possível. Mas tudo bem, consegui dar uma agilizada no processo burocrático para me formar, já que conheço alguns dos funcionários da faculdade com quem já tive o enorme prazer de trabalhar e que me explicaram tudo que podia ser feito pra acelerar a subida e descida de papéis, processos, memorandos, etc. Me resta esperar o fatídico telefonema para eu me apresentar perante a diretora do instituto, fazer o juramento e me formar. Enfim!

A monografia foi-se. Meu primeiro filho (ou seria minhA primeirA filhA?). Dos três professores da banca, um leu e adorou. Outro fingiu que leu e adorou. E outro não leu e adorou. Tudo bem, não tenho problema algum com isso, a pessoa que leu me deu tanto incentivo que já compensa os outros. Quem sabe, talvez em breve possa postar aqui os links para as publicações onde a mono for aceita!

Chega de escrever. Vou tocar a vida pra frente. Aliás, falando nisso, vou sair do Orkut. Chega daquela perda de tempo. Só me dá dor de cabeça e me faz desperdiçar tempo e paciência, preciosos em tempos como estes. Vou anunciar minha saída no meu profile, e dar um prazo de um mês. Talvez eu espere meu aniversário para que os "Parabéns" encham meu ego um pouco, quem sabe...

posted by RomuloEhalt | 02/16/06 09:52 | comments


Sunday, 05 February 2006

Cinema. Engraçado, adoro ir no cinema, mas ainda não consigo me acostumar com as pessoas que vão no cinema. Hoje fui ver com meu irmão e minha mãe o novo filme do Martin Lawrence, "Big Momma's House 2", chamado por aqui de "Vovó... Zona 2". O filme mostra que Martin Lawrence ainda continua o mesmo ator ruim de sempre e sem graça como nunca, mas este não é o ponto aqui.

Atrás de nós uma pequena família: avós, casal de netos e namorado da neta, mais velha. O menino chutou as nossas cadeiras o tempo todo, a menina não entendeu (verdade!) mais da metade do filme e a avó disse, quando eu reclamei da conversa, que "eles eram crianças"... Perae, meu irmão é criança e não fala o tempo todo no cinema! Isso não é desculpa!

Acho q o jeito é continuar indo ver filmes nunca procurados por gente mais nova. Fui ver Munique, do Spielberg, no sábado, à 1 da tarde, e o cinema só tinha velhinhos como público. Foi o filme mais tranquilo de se ver desde q voltei do Japão!

Falando nisso, quando estava por lá reclamava da quase obrigação de se fazer silêncio em todos os lugares públicos (ônibus, trens, cinemas). Hoje em dia sinto saudade daquele silêncio... Só não sinto saudade dos fumantes em restaurantes, esses sim me incomodam!

PS: Acabei a faculdade. Vou entregar a monografia amanhã e tentar colar grau o mais rápido possível. Só tem um problema: uma parede ruiu no 12 andar da UERJ, e o campus está interditado. Espero q isso não atrapalhe meus planos de ir pro Japão em abril!

posted by RomuloEhalt | 02/05/06 18:48 | comments


Monday, 19 December 2005

Um apelo, antes de eu ir dormir. Comentaristas, por favor, SE IDENTIFIQUEM!!! Não consegui saber quem escreveu o último comentário no penúltimo post... Os outros comentários eu deduzo pelo sotaque da Mealhada, mas o resto não tem como! Ó pá!
posted by RomuloEhalt | 12/19/05 02:16 | comments (1)

Viagem, viagem, viagem. Esses dias ouvi uma música que dizia que "desde que o homem nasce ele se torna um viajante". Acho que no meu caso é quase literal, já morei em tantos cantos que já perdi as contas de quantos locais já chamei de "casa".

Bem, voltando à intenção inicial, esta semana viajo. De novo. Vou pra Castro, terra dos sapos, cidade à qual toda a família (e eu, por inércia) chama de terra natal. É bom, rever as avós, os tios, primos... Tomara que o Natal seja agradável.

Mudando de assunto, estou escrevendo minha monografia. Pra quem não sabe (será que tem algum desconhecido que lê meu blog???) fiz faculdade de história, e agora só falta entregar a monografia. Hoje fiz o floreio dela, com nota introdutória, agradecimentos, capa, folha de rosto, nada muito inspirador. Mas comecei a introdução, o que é bom. Se eu pensar que minha monografia deve ficar com umas 70 páginas, já fiz 10% dela! Ótimo!

Chega, fiquei sem assunto. Vão dormir, vão!

posted by RomuloEhalt | 12/19/05 02:14 | comments


Sunday, 11 December 2005

É tão normal a gente ouvir hoje em dia os japoneses reclamarem do sumo... "Não é como antigamente", "Só tem estrangeiro", "Os rikishi japoneses são muito fracos"... Pensando nisso (acho), este jornal virtual fez uma previsão para o banzuke daqui há alguns anos http://maiuso.com/sports1.html (note que é pra 2013!).

Ah, uma pequena observação: Kotonowaka, um dos últimos rikishi da época dos irmãos Takanohana e Wakanohana se aposentou. Isso equivale para o mundo do sumo assim como a morte do Brizola paraa política brasileira. Deu pra entender?

posted by RomuloEhalt | 12/11/05 23:57 | comments (3)


Thursday, 08 December 2005

Hoje confirmei a última nota que faltava entregar na UERJ, o que significa que estou não-oficialmente formado. Não-oficialmente por dois motivos: Primeiro, obviamente, como não tenho diploma nem certificado de conclusão, não há nada de oficial. E segundo, ainda falta a monografia. Sei que vou escrever a tempo de entregar e me preparar psicologicamente para embarcar pro Japão em Abril, mas mesmo assim fico nervoso.

PS: Alguém já viu a propaganda da Delta Airlines? Com um slogan daqueles é mole (sem trocadilho) confundir com um anúncio de energizante sexual ou qualquer pílula azul da felicidade: "Nosso negócio é ajudar o seu negócio".

posted by RomuloEhalt | 12/08/05 19:36 | comments


Sunday, 25 September 2005

Desse jeito vou bater meu recorde de número de posts em menos de uma semana...

Aqui vão dois endereços para animações: http://www.newgrounds.com/collection/metalgear.html (Metal Gear, recomendo os dois primeiros!) e http://www.legendaryfrog.net (principalmente a saga One Ring to Rule Them All). O primeiro na verdade é uma galeria de um site enorme lotado de animações em flash sobre diversos temas, mas ainda nem olhei direito. Como um dos meus pouquíssimos leitores é fâ de Metal Gear, achei que dava muito jeito colocar este primeiro (escrevi certo?).

posted by RomuloEhalt | 09/25/05 04:01 | comments


Thursday, 22 September 2005

Hoje recebi o seguinte e-mail da Universidade de Tokyo:

Dear Mr. Romulo Ehalt,

Greetings.
We will send you the result soon, so please submit it to the Consulate General as soon as you receive it.  Do not worry about it.

Sincerely,
????? ??????
The Office of International Students and Scholars

"Do not worry about it"? É isso? Tô dentro? Nem um parabéns? Bem que os professores me avisaram pra não me preocupar, que já estava tudo certo... Então, Todai, aí vou eu!

posted by RomuloEhalt | 09/22/05 11:37 | comments


Monday, 19 September 2005

Chega uma hora na nossa vida em que todos passamos por esta fase. É inevitável. Por mais que vc adie, sempre haverá um momento em que este impulso irá aflorar, incontrolável. A hora de limpar a nossa caixa de e-mails.

Mesmo que lhe prometam 1 giga, 2 gigas, 30 terabytes, etc, ignore, sempre vc terá que limpar sua caixa de e-mails. E ponto.

Por isso, para que preciosidades como estas, há muito recebidas e esquecidas num canto da caixa de entrada, não sejam totalmente esquecidas, transcrevo abaixo um texto destes que a gente tem até pena de apagar.

********************************************************************

Dicas de como escrever bem

1. Vc. deve evitar abrev., etc.
2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professoralá no colégio alexandre de  gusmão, no ipiranga.
5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. Em escrevendo, não se esqueça de estar evitando o gerúndio.
18. A voz passiva deve ser evitada.
19. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
20. Quem precisa de perguntas retóricas?
21. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
22. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.
23. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
24. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
25. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!
26. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
27. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
28. Seja incisivo e coerente, ou não.

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posted by RomuloEhalt | 09/19/05 23:59 | comments (1)


Thursday, 07 July 2005

Essa foi tirada diretamente do site do "Jornal Nippo-Brasil". Aliás, descobri este site hoje; já não sei se será um dos meus "favoritos", depois dessa:

"Atualmente, com a aceitação de que os oni eram na realidade navegadores vikings*, histórias como “Demônio no Portal de Rashomon”, ou “Oeyama no Shutendoji” podem perfeitamente ser aceitas como verdadeiras"

*: COMO ASSIM?!?!?!?!?!

É por essas e por outras que sinto que minha escolha profissional ainda vai ser útil para alguma coisa algum dia... afinal, esse tipo de absurdo é impressionante.

Fonte: http://www.nippobrasil.com.br/2.semanal.lendas/156.shtml

posted by RomuloEhalt | 07/07/05 17:09 | comments (1)


Friday, 24 June 2005

Para todos os poucos leitores do blog, uma boa notícia: ele vai ser ressucitado! Isso significa que novas aventuras virão diretamente da terra do sol nascente, e...

Perae, mas eu tô no Brasil! Como assim?

Fontes não oficiais informaram-me hoje à noite que eu provavelmente estou aprovado na bolsa do Monbusho. E não é só isso, meu camarada Kenji tmb. Então, segura-te Japão, em abril estamos aí de volta.

Soredeha...

posted by RomuloEhalt | 06/24/05 01:14 | comments


Sunday, 19 June 2005

Tirado do seguinte blog: http://www.logsstaille.weblogger.terra.com.br/

É um pouco comprido e confuso pra quem não tá acostumado com Mirc, mas vale a pena ler...

(OMS_1845> [Rafael_cidao|off] cara sonhei hoje cedo que eu tava num banheiro dando aquele mijão mais sadio que poderia existir
(MALAKA> aioahiuhauhaiuaiuahhaiua
(OMS_1845> [Rafael_cidao|off] adivinha... :(
(Rafael_cidao|off> OMS_1845, mijo na cama
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Furador De Galinhas
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Furunco
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Invertido
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(OMS_1845> MERDAAAA
(OMS_1845> mijei na cama cara
(MALAKA> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(OMS_1845> :(
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(MALAKA> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(OMS_1845> :(
(MALAKA> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(OMS_1845> :(
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Furador De Galinhas
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Furunco
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> pagar de mijao na cama é foda
(Rafael_cidao|off> hhauhushuHUhuauhshuahuuhshuahushuauhsuhauhshuahushu
(MALAKA> ae eu morroooooooooooooooooo
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de costa
(OMS_1845> pow cara
(OMS_1845> tava o sonho mais lindo
(OMS_1845> até eu sentir quente minha perna
(Rafael_cidao|off> agora eu morro
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(MALAKA> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> o cara tem 30 ano mijano na cama ainda
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(OMS_1845> Rafael_cidao|off vai pro inferno, eu tava sonhando
(MALAKA> kkkkkkkkkk
(OMS_1845> eu lá sabia que eia molhar a cama?
(MALAKA> 30 anos eh foda
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Invertido
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Invertido
(OMS_1845> merda
(MALAKA> OMS_1845
(MALAKA> você veio conta seu sonho
(MALAKA> no lugar errado
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de Frente
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Zed
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de Frente
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Mico Estrela
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de Lado
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de Lado
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Invertido
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de Lado
(OMS_1845> [MALAKA] nada
***ChanServ- Dado op a MALAKA no #naonda.
* ChanServ coloca o modo: +o MALAKA
(OMS_1845> pelo menos não tem mulher no canal
(OMS_1845> :D
(OMS_1845> haiushahshashaihiahs
*** MALAKA trocou o tópico para 'Feliz Dia dos Namorados a todos :D<+OMS_1845> MERDAAAA <+OMS_1845> mijei na cama cara'
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Mico Estrela
(MALAKA> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(MALAKA> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(MALAKA> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(MALAKA> vo moreeeeeeeeeeeeeeeee
(OMS_1845> ae não cara
(OMS_1845> ae é phoda
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Furunco
(OMS_1845> haisudhoiasodiahfioshdfihasodihfoaisdhfioahdsoifhasiudhfaoiusdhf
(OMS_1845> haisudhoiasodiahfioshdfihasodihfoaisdhfioahdsoifhasiudhfaoiusdhf
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Zed
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Furunco
(OMS_1845> haisudhoiasodiahfioshdfihasodihfoaisdhfioahdsoifhasiudhfaoiusdhf
(OMS_1845> nohhhhh
(OMS_1845> :(
(OMS_1845> :(
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkk
(Rafael_cidao|off> aff
(Rafael_cidao|off> escutei um barulho ali na garagem
(Rafael_cidao|off> fui la averiguar
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de Lado
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal de Lado
(MALAKA> huahuhHUAAHUHhuahuhHUA ae e Mortal Mico Estrela
(Rafael_cidao|off> perdi aki os comediantes
(Rafael_cidao|off> :/
(MALAKA> Rafael_cidao|off
(MALAKA> so você le o topic
(Rafael_cidao|off> MALAKA, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk intao
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(MALAKA> kakakkakakakkaakakakakakaakakakka
(Rafael_cidao|off> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(MALAKA> kakakkakakakkaakakakakakaakakakkaka
(OMS_1845> :(
(MALAKA> hauahuauauauahaihuhuhauihuahauiahiahiua
(OMS_1845> :~~~

posted by RomuloEhalt | 06/19/05 02:10 | comments (4)


Saturday, 18 June 2005

Não dá, tenho que parar um pouco. Após 75 páginas seguidas, lidas de sopetão, tenho que dar uma pausa.

Hoje encontrei numa livraria muito ruim do centro da cidade, na qual “entrei para rir” enquanto matava o tempo, este livro escrito por um professor que conheci de vista na minha visita ao Japão. Este, após retorno ao Brasil, decidiu juntar suas memórias do arquipélago e publicou-as este ano. Ávido, comprei o volume na ânsia de encontrar memórias e impressões semelhantes às minhas.

Porém, a leitura mostrou-se bastante desagradável. Muito me admiro da sua total falta de capacidade para a compreensão cultural. É impressionante como ele consegue, em tão poucas páginas, enojar-se tamanhamente das gosmas que era obrigado a comer quando convidado por seus amigos, dos costumes estranhos e avessos que circulavam seu cotidiano, dos grupos sociais que causavam-lhe náuseas no sufocar dos terríveis trens do Japão (realmente, este parece nunca ter tomado a linha 2 no Rio de Janeiro). Talvez o único local até agora onde este tenha encontrado alguma beleza foi Hakone, que por ser comparada incansavelmente ao Rio de Janeiro em tantos aspectos (seu bondinho, sua altura, seus altos cedros à imagem das palmeiras do Jardim Botânico), clamou por seu sentimento pátrio e inspirou-lhe alguma admiração. Mas ao mesmo tempo, ri-se da indumentária alheia e do exotismo que o rodeia.

Temo o que ainda hei de ler até a página 172... Espero que até lá encontre meus amigos e companheiros que tanto admiram este escritor em suas malogradas páginas.

PS: Hoje fiz a prova de inglês e japonês do Monbusho. Se as previsões minhas e do meu camarada Kenji estiverem corretas, temos grandes chances de embarcar para lá no ano que vem.

posted by RomuloEhalt | 06/18/05 02:27 | comments


Friday, 17 June 2005

Ok, ok, hoje é o dia. Hoje, ao meio-dia, começa a batelada de quatro provas do Monbusho: uma de inglês e três de japonês. A nota boa é que as notas mínimas de corte são fáceis: 50% para o inglês e 100 em 300 para o japonês.

Até que eu estudei alguma coisa está semana. Também, após matar toda e qualquer aula para poder estudar durante a semana não podia ser diferente. O engraçado é que o nervosismo todo em que eu me encontrava parece ter se dissipado com a sensação de "Não tem mais jeito" que vem aumentando com a chegada da prova.

Só espero que o iogurte de ameixa que tomei hoje de manhã não me interrompa a prova... それでは、頑張ります!

posted by RomuloEhalt | 06/17/05 08:58 | comments


Thursday, 09 June 2005

Mais um update em menos de um mês... raridade...

Bem, esta eu vi no Bom Dia Brasil hoje de manhã. Como sempre, Renato Machado lia as manchetes que ele considera as principais dos jornais internacionais. Aliás, só um parênteses: já perceberam que nos dias em que ele não vai o pessoal só mostra manchetes de jornais americanos, ingleses e espanhóis? Conclusão: ele é quem sabe ler alemão, italiano e francês naquela redação.

Voltando ao assunto, hoje ele leu a seguinte manchete do New York Times: "Número 1 da Bolívia sai e manifestantes agora querem derrubar os números 2 e 3" (http://bomdiabrasil.globo.com/Jornalismo/BDBR/0,,3726,00.html). Peraí! Foi isso mesmo? O NYT resolveu chamar o Presidente da Bolívia de número 1? Então, eles não sabem o nome dele? Bom, tudo bem, afinal, eu tmb não sabia até pouco tempo atrás. Mas então isso significa que os leitores do NYT nem mesmo sabem que a Bolívia é administrada sob regime presidencialista? Será que o editor do NYT acha que seus leitores entenderiam melhor com essa alusão ao sistema promocional do McDonald's?

Cada coisa que se vê por aí...

NYT: http://www.nytimes.com/auth/login?URI=http://www.nytimes.com/2005/06/09/international/americas/09bolivia.html&OP=3abe8118/}wcb}EZKBqZZQ25t}tSSy}SG}S_}TRQ25cqRQ5CQ25TZRQ5C/}Q5CQ3AcqTKQ5CB}S_bZ/ThTQ5CXQ2BQ25Q3A/ (êta link grande!)

posted by RomuloEhalt | 06/09/05 12:13 | comments


Saturday, 04 June 2005

Alguém por aí se lembra daquele papo há algum tempo sobre um museu Guggenheim no Rio? Pois bem, não sei pq cargas d'água me lembrei disso hoje e resolvi ver o que encontrava por aí sobre o caso.

A discussão toda começou em fevereiro de 2003 (dois anos já!), com a declaração por parte da prefeitura do projeto e do plano de firmar o contrato em 20 de março daquele ano. O contrato foi firmado, a imprensa chiou (muito!), a imprensa internacional chiou e a população chiou. Dentre as reclamações, as principais foram: como manter um museu cuja taxa de manutenção era quatro vezes maior que a verba do Ministério da Cultura naquele tempo; e como criar um museu tão caro sem antes destinar a verba para outras áreas mais importantes e urgentes, como as questões da pobreza, saneamento básico, e mesmo a manutenção do já existente MAM, dedicado exatamente ao que se destinava o Guggenheim?!?

Para detalhes, chequem: http://www.theartnewspaper.com/news/article.asp?idart=10927,  http://www.artnet.com/Magazine/news/artnetnews2/artnetnews5-2-1.asp (beleza de projeto, hein?) e http://www.powerofculture.nl/uk/current/2003/june/guggenheim.html.

Por fim, em junho daquele ano um juiz anulou o contrato, para a felicidade da cidade (que cacófato!). Mas o plano do prefeito não seria impedido por isso, de maneira alguma. Para minha surpresa, o prefeito continou viajando por aí, espalhando seus cartões de visita e intenções de ressaltar o papel do Rio como capital brasileira da cultura (coisa com a qual eu até simpatizo).

Parece que em maio deste ano, durante uma visita a São Petesburgo, iniciou-se o processo de negociações com o Museu Hermitage para abrir uma filial carioca... parece que a história anda se repetindo, não é? Enfim, segundo o site do Estado de São Paulo (http://www13.estadao.com.br/divirtase/visuais/noticias/2005/mai/27/76.htm), o museu russo não pensa em abrir uma filial carioca, mas sim em firmar um acordo de cooperação entre as cidades russa e brasileira. Se isso render bons frutos e alguma renda para a cultura no Rio, que venham os russos!

posted by RomuloEhalt | 06/04/05 01:57 | comments


Sunday, 15 May 2005

Mensagem numa garrafa.

Caso alguém um dia encontre este blog, fique sabendo que eu não morri. Estou apenas perdido numa ilha nada deserta, entre um setembro e um abril. O pior é tentar manter a fé de que realmente a ilha seja apenas isto, e não um continente entre setembro e quem-sabe-nunca-mais.

Ultimamente tenho queimado todos os neurônios com apenas um propósito: escrever o projeto de pesquisa para apresentar ao Monbusho. Isso tem me consumido dias seguidos, madrugadas não dormidas, aulas perdidas e "sabotta"das.

Mas finalmente, parece que todo o sangue jogado sobre a pobre semente deu resultado. Como o pequeno caule que joga a folha ainda enrolada para fora do solo (que estrutura fraca de metáfora, deus me livre!), recebi um e-mail da minha professora orientadora dando o sinal positivo: o projeto está bom. Então, é isso? Acabou?

Que nada. Agora começa o calvário. A preparação para a entrevista no consulado. Esta vai contar com a ajuda de dois profissionais em entrevistas que vão fazer um ensaio conosco antes do dia fatídico. Isso deve realmente ajudar. Mas meu medo das perguntas em japonês continua. O que será que os caras vão perguntar? Será que vão querer fazer a entrevista TODA em japonês? Ai, ai, ai...

Bom, chega deste update. Tentei metáforas sem resultado, desabafar contando os milagres mas sem revelar os santos, as cagadas sem revelar os bois. Se você ainda tiver interesse nas futuras mensagens que podem chegar nesta praia, dê uma procurada de vez em quando por garrafas suspeitas com papéis dentro. Senão, apenas enrolhe esta de novo e jogue de volta ao mar. Obrigado.

PS: Não me salve desta ilha. Apenas não me conte que ela é um continente. (Será que esta metáfora da ilha ficou clara???)

posted by RomuloEhalt | 05/15/05 10:42 | comments (1)


Thursday, 24 February 2005

A Internet. Um poderoso instrumento de busca, aprendizado, troca, a realização dos sonhos mais audaciosos que a humanidade já possa ter tido. E como todos sabem, uma enorme caixa de besteiras. Sendo assim, andava eu, lépido e faceiro pelo meu e-mail ao notar um banner do Yahoo que continha o seguinte texto:

diam nonumy eirmod tempor invidunt ut labore et dolore

Achando tratar-se apenas de algo inventado, sem o menor sentido, como aquelas revistinhas da Mônica que preenchem os jornais com nononononono..., fui procurar no google só por diversão. E não é q me deparei com 84.200 páginas contendo essa frase? Vendo que podia ser completada com palavras que iam aparecendo ao lado, continuei procurando, até restringir a 132 páginas que continham o texto "completo":

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Eu sei, eu sei, pra quê colocar essa enormidade no blog, só pra mostrar o quanto a internet é imbecil... mas é exatamente por isso, pq é um BLOG, na INTERNET, então, resta a pergunta: Por que não? Alguns sites apresentam versões diferentes, ou apenas reeptições infindáveis do primeiro parágrafo, mas acabei encontrando algumas explicações. Na verdade esse texto seria, em alguns trechos, retirado de uma obra de Cícero, como dizem alguns sites americanos. Eu, como não acredito que americanos possam entender latim, acho que não passa (como disse outro site) de um cumulado de frases, algumas latinas, outras não, formando um texto sem sentido. Mas pra quê? Para preencher sites em teste ou em construção, o que por fim explica seu uso em mais de 80.000 páginas.

É isso aí, navegando e aprendendo. Ou não.

posted by RomuloEhalt | 02/24/05 07:47 | comments


Saturday, 12 February 2005

 Continuando a colocar links interessante...

Papéis de Parede! Quem não adora papéis de parede? Bom, como eu andei procurando por alguns mais interessante, como fotos dos prédios de Gaudí e tal, acabei achando coisa melhor ainda: fotos do Japão! http://www.kabegamikan.com/ Tem pelo menos umas mil fotos diferentes (sendo que eu olhei umas 739 só no ranking de popularidade) e se quiser ainda pode montar o wallpaper com calculadora e calendário. Muito bom e, melhor de tudo, grátis! Só tem um problema: é todo em japonês...

http://www.interactiveminds.com.br/ciadosalame/ Tem um monte de gente por aí divulgando os dois flashes deste site, um sobre o Daileon e outro sobre os Changeman. Pra acabar com a bagunça, vai logo o site com os dois de uma vez.

http://www.fotolog.net/istoeincrivel/ Eu já voltei do Japão, mas este camarada ainda não! O Rafael montou este blog há algum tempo já e, olha, o texto é bom e os temas são melhores ainda. Vale a pena checar pra dar uma olhada mais real no Japão. Ah, e é em português, sem problema!

http://www.mundocanibal.com.br/ Acho que todo mundo já recebeu o e-mail com o flash da Bonequicha. Então, olha de uma vez e vê logo tudo o que os caras fizeram. Só que a quantidade de podridão talvez não compense...

Chega!