Wednesday, 24 March 2004
Museu Nacional de Bangkok e Koh Samet!
Voltei! Bom, apos o ultimo update, fui no dia seguinte ao Museu Nacional de Bangkok. Acabei la descobrindo que: A) O povo Thai e, segundo o museu, um povo antigo, de origem incerta e que, apesar das influencias chinesas e indianas, e unico e maravilhosamente abencoado com o dom do poder e soberania eterna sobre seu territorio; e B) os portugueses alem de negociarem com o Siao durante os seculos XVI e XVII, tambem moraram na capital do reino, Ayutthaya, durante seculos como uma comunidade de colonos, governados pelo reino do Siao, ao contrario do que aconteceu no Brasil... Historia a parte, o museu tem uma excelente parte de Historia didatica, ensinando seu povo que a Tailandia e a nacao das nacoes, enquanto o resto do museu nao passa de um deposito de objetos amontoados.
No dia seguinte, fomos para Koh Samet, que e uma ilha paradisiaca no Golfo da Tailandia. Praia, um mar esmeralda, escandinavas fazendo topless por todo o lado, cachorros vagabundos (todos com lingua azul!), comida barata e uma desgracada areia branca e fina que nao se separa da gente nem que a vaca tussa. Pois bem, la passei meu aniversario. Meio sem graca, nada de grandes comemoracoes, mas pelo menos estava em compania de gente amiga. Nao que eles substituam a familia e o pessoal que eu conheco ha muito tempo no Brasil, mas pelo menos nao estava sozinho. Agora tenho 21!
Voltamos hoje para Bangkok, apos uma viagem curta de meia hora de barco e tres horas de van. Chegamos e ja encontramos o amigo Leonard, frances, vestido com um uniforme universitario Thai e com um corte de cabelo no estilo Bangkok... cada uma... Agora vamos planejar esses ultimos dias na Tailandia, vendo com certeza uma luta de Muay Thai (Boxe Tailandes) e comprando presentinhos unicos que a gente so acha por aqui. Beijos!
Thursday, 18 March 2004
Adendum
Pois bem, o Fausto tmb nao lembrou o nome do epico, mas me lembrou de olhar o folheto que nos foi dado no Palacio. O epico se chama Ramakien e conta a historia da Tailandia (Siao), e foi pintado pela primeira vez no reinado de Rama I (ali por 1780 e alguma coisa). Dentre os diversos pontos da historia, entre monstros, deuses, feitos heroicos e por vezes mais que olimpicos, uma coisa e lugar-comum em todos os paineis: todos contam com batalhas, pedidos de perdao e execucoes. Desde o comeco, aonde somente monstros e macacos aparecem ate os ultimos paineis, retratando tempos mais recentes, a guerra e o principal cenario do epico.
Chega. Bjos para todas e abracos a todos.
Mais um! Mais um!
Hoje resolvemos olhar de novo e com muita atencao o Palacio Real (antiga morada do Rei Rama IX antes dele se mudar para o palacio atual, quando da separacao do Estado da Religiao), tambem chamado de Wat Phra Kaew (Templo do Buda de Esmeralda). O Palacio e realmente encantador, e hoje, por termos passado mais do que as ultimas duas horas la dentro, pudemos perceber cada detalhe do complexo de pequenos predios e monumentos que compoem a parte mais bonita do palacio (o resto e um punhado de predios muito mais recentes e administrativos, usados pelo governo). Mais especificamente, ficamos umas duas horas tirando fotos e "lendo" os murais da parte interna do palacio, aonde o epico de criacao do Reino do Siao (Tailandia) e contado em gravuras, atualmente em restauracao. Alias eu esqueci o nome do epico, o Fausto deve colocar no blog dele mais tarde.
Bem, fora isso, revimos o Buda de Esmeralda, uma pequena estatueta de jade (peca unica!) esculpida em formato de um Buda sentado. Muito bonita, mas fica tao longe que nem da pra ver direito. Vimos tambem o Golden Chadi, um "pagode" tailandes inteiramente coberto de ouro, com as cinzas de um dos reis; a biblioteca, inteiramente coberta de azulejos e pedras coloridas por fora; a miniatura de Angkor Wat, que agora tem um significado a mais pra gente (afinal, fomos no real!); e por fim, vimos dezenas de japonesinhas bonitinhas fazendo poses muito niponicas para fotos em todo o lugar. Alias, e muito facil diferencia-los no meio da multidao, existem diversas coisas inexplicaveis que mostram que o sujeito e japones, mesmo que tenha rosto ocidental. Mas fora isso, e mais facil ainda la no Palacio: os japoneses sao todos jovens, tiram fotos sorrindo e andam em grupos pequenos; os chineses andam em grupos grandes, sao velhos, rabugentos, e brigam constantemente entre si.
Depois do passeio, almocamos e voltamos para o cais para pegar o barco de volta. Alias, fomos para o palacio de barco, no rio Chao Phraya, que separa Bangkok de Thanburi, cidade vizinha (como Rio e Niteroi, como bem lembrou o Fausto). Pois bem, voltamos de barco e para aproveitar o preco barato do bilhete fomos ate o final do rio e voltamos para a nossa parada (de barco, nao "a parada do negocio da coisinha"...). Quando chegamos nos deparamos com uma especie de festejo na praca na frente do pier, aonde pelo menos umas 150 pessoas dancavam e se exercitavam em coreografia com uma professora de danca num palanque. Alem disso, dezenas de casais, estudantes, estrangeiros etc se divertindo na praca.
Por fim, acho que vamos daqui a pouco comer em algum lugar (o Fausto quer McDonald's de novo, mas... de novo?!) e planejar algum re-passeio pela calma Bangkok... Abracos!
Wednesday, 17 March 2004
RUSH!
Porque eu demorei tanto pra lembrar da existencia dessa musica? De qualquer forma, ai vai o refrao desse classico do Rush, diretamente do album 2112 de 76... com voces, "Passage to Bangkok"!
"We're on the train to Bangkok Aboard the Thailand Express We'll hit the stops along the way We only stop for the best"
Saudades de ter um CD player e ouvir mais uma vez os mesmos CDs de sempre... alias, como o assunto e Rush, esse ano eles tem tour planejada. Tomara que eu consiga estar em algum lugar proximo de um show deles! Bjos a todos!
Mais um dia na pacata Bangkok...
Hoje, nossos planos eram nada de grandes emocoes, apenas conhecer mas da cidade num espirito puramente completista. Saimos ali pelas dez da matina para ir a Chinatown de Bangkok. Andamos pelo menos uns dois quilometros e vimos de tudo, de tudo mesmo, nao apenas produtos que conhecemos como tudo que voce pode imaginar em formatos e cores e cheiros estranhos ao costume. Apos caminhar por tantos templos e lojas diversas, paramos numa area de concentracao de indianos num restaurante hindu. Comemos bem, apesar dos precos, a primeira vista tentadoramente baratos, serem caros em relacao a quantidade de comida por prato. Nos sentimos como se pagassemos por amostras gratis. Mesmo assim, foi um bom almoco, com carneiro, curry, alho e temperos que nao arriscamos a perguntar.
Apos o almoco, fomos diretamente a Patpong, no centro da cidade. Patpong e conhecida por conhecedores de ambas as localidades como a "Copacabana de Bangkok", com todo seu charme de prostibulo a ceu aberto. Na verdade Patpong nao e como Copacabana, faltam-lhe o mar e a areia, e alem disso sua area restringe-se a tres quarteiroes no bairro de Sala Daeng.
Voltando ao relato, chegamos de taxi a estacao de Sala Daeng e nos emburacamos no primeiro Shopping Center a vista (ar condicionado!!!). Sentamos, comemos tranquilamente alguns Donuts e empapucamos os olhos com o shopping. Nada muito novo, porem sempre e bom aproveitar o tempo livre para valorizar a civilizacao que nos e colocada a disposicao apos os dias no pais vizinho... Depois de algumas voltas, Leonard nao aguentou mais a espera e nos levou diretamente a Patpong, para vermos de uma vez por todas o que era realmente o lugar. Ele estava especialmente animado apos a leitura do seu guia de viagens, que dizia que o lugar se tratava de um acumulado de bares e estrangeiros divertido e interessante.
Saimos do Shopping e corremos em direcao aos quarteiroes entre a Soi Patpong 1 e a Soi Patpong 2, as ruas que encarceram a area tao desejada. Como fomos a tarde, o movimento na rua era de caixas, empilhadeiras e carregadores, que perigosamente depositavam caixotes e mais caixotes por toda a rua, encobrindo o lixo e a sujeira aparentes. Caminhamos pelas ruas sem nenhum objetivo, mas os olheiros das casas das mocas da vida nao nos deixavam em paz, oferecendo massagens, amostras gratis e "olhar sem compromisso" seus negocios (entendam como quiser, com ou sem todos os trocadilhos). Vimos os vendedores nas ruas principais tentando nos empurrar qualquer bugiganga pelo preco que fosse, as lojas fechando suas portas para dar espaco a atmosfera noturna que se aproximava... Enfim, apos quinze minutos nao suportamos o clima portuario, tao parecido com Phnom Penh, e subimos no primeiro taxi a nossa vista para voltarmos a Khaosan, bairro do nosso hotel.
Enfim, e isso. Estamos ainda esgotados pelas ultimas jornadas, entao nosso plano de viajar para o norte acho que sera adiado. Preferimos mesmo e ficar por aqui, aguardando a volta do Fabio e da Esther para nos mandarmos para a praia. Pelo menos esse e o espirito hoje, quem sabe amanha isso nao muda... Abracos!
Tuesday, 16 March 2004
Extreme Civilization!!!
De volta a Bangkok. O dia foi relativamente tranquilo, comecou ali pelas onze, com a menina da recepcao batendo na porta perguntando se ficariamos mais um dia no hotel. Aqui e preciso fazer check-in todo dia, inclusive pagar toda manha a diaria. Entreguei as roupas para lavar (finalmente, estava precisando!), e fomos todos ao centro na area chamada Siam Square, ver os shoppings centers e passear, aproveitar um pouco de civilizacao que nos e oferecida. O problema foi que fomos em taxis diferentes, entao nos desencontramos e so fomos nos reencontrar ali pelas cinco e meia. Mas deu pra ver o quanto a Tailandia esta realmente desenvolvida se comparada com seus vizinhos. Olha, se comparar com o shopping (o unico do pais, alias) que fomos em Phnom Penh, aquilo la e um feirao dentro de um galpao...
Voltamos ao hotel para despachar o Fabio (italiano) e a Esther (espanhola) para Vientianne, no Laos, aonde eles ficarao uns quatro dias e devem estar de volta ali pelo dia 20 ou 21 (meu aniversario!). Quando eles chegarem de volta a Bangkok vamos dar um jeito de irmos direto para uma das ilhas do Golfo da Tailandia passar uns quatro dias antes de voltar a tempo de ver Muay Thai (boxe tailandes! Sagat! Joe Higashi!) e voltarmos felizes e contentes para o Japao no dia 27.
Amanha, enquanto eles estao fora, eu, Fausto e Leonard (frances) vamos para Chinatown de Bangkok dar umas voltas e acho que mais tarde vamos planejar alguma viagem curta para outro conjunto de ruinas no norte do pais, afinal o Fabio disse que vale a pena. Te o proximo informe!
Monday, 15 March 2004
Phnom Penh e o que a guerra fez com essa gente
No meu ultimo update eu nao tinha visto nem mesmo uma pequena porcao do horror que e Phnom Penh... em resumo, simples e direto, a cidade e uma merda. Uma mega favela-muquifo sem qualquer condicao sanitaria basica, com dezenas, centenas de motoqueiros a nossa volta tentando nos levar nem que seja para a esquina. Enfim, o unico lugar mais decente para se comer perto do nosso Guest House era um... como direi... um puteiro. Um hotel pertencente a um ingles que no primeiro andar possuia esse restaurante/pub/bar com dezenas de damas da noite aguardando as visitas de seus amados clientes. Pelo menos a gente elas deixavam em paz. No nosso primeiro e felizmente unico dia de excursao pela mega-favela as opcoes eram enormemente variadas: o Museu Nacional, o Palacio Imperial e seu Pagode de Prata, o Museu de Tuong Sleng e o Campo de Exterminio de Choeung Ek. Segundo os nossos anfitrioes do Dara's Guest House, os mais divertidos seriam os dois ultimos e o passeio especial e interativo pelo Campo de Tiro (sim, vc pode experimentar atirar com UZIs, fuzis e outros restos da guerra). Enfim, apesar do pais inteiro ter sido devastado pela guerra, parece que na capital toda a cultura e o coracao do povo cambojano, que pudemos apreciar com tanta simpatia em Siem Reap nos dias anteriores, foi absolutamente destruido e substituido por uma mesquinharia e ambicao imensuraveis. E impressionante ver que eles esmolam por tudo, nos cobram sempre mais do que o combinado, estao sempre tentando nos passar para tras. A sensacao de ser enganado e uma constante para o turista em Phnom Penh. O Museu de Tuong Sleng nada mais e do que a antiga prisao S-21 do regime de Pol Pot, aonde voce pode "admirar" alem das fotografias da epoca, os instrumentos de tortura e diversas "curiosidades" do local, como a maldita marca de mais de cem execucoes diarias. Ja o Campo de Exterminio de Choeung Ek era o local aonde as execucoes da prisao S-21 aconteciam de fato. Enfim, o passeio pela cidade pode ser ate mesmo interessante para quem se interesse por esse tipo de historia, mas vai do emocionantemente animado para neo-nazistas ao mais degradante e horrivel exemplo de exploracao do passado que eu ja vi na minha vida. Em Choeung Ek, por exemplo, pudemos ver dezenas de criancinhas falando um excelente ingles pedindo dolares e mais dolares enquanto seus pais calmamente esperavam na sombra... absurdo! E a lojinha de presentes na saida do campo incluia camisetas com escritos como "Danger, Mines!", caveiras, grilhoes e outros tipos de artigos que somente um neo-nazista pensaria em comprar alegremente. Me senti extremamente realizado de ter saido daquele local o mais rapido possivel e sem colocar nenhum centavo alem da taxa de dois dolares pelo ingresso. No final do dia, quando nos reunimos para comprar as passagens (apos ter passado o resto da tarde andando no unico shopping center do pais, um verdadeiro feirao para capiaus), fomos informados pelos atendentes da pensao que o bilhete custava 15 dolares... nesse ponto eu e o Fausto ja estavamos decididos a abandonar a cidade de qualquer maneira no dia seguinte, nem que fosse para pegar um taxi e ir para o aeroporto esperar pelo primeiro aviao. Quando concordamos em pagar os 15 dolares, fomos informados meia hora depois que eles haviam se "enganado", que o preco era na verdade 20 dolares! E um povo miseravelmente execravel, horrivel nessa mesquinharia absurda... um saco! A nossa raiva foi gigantesca, mas enfim, foi com certeza a ultima vez na vida que passamos por aquela cidade miseravel! Depois dessa onda de acessos de raiva, fomos ao puteiro ingles desfrutar de algo para comer. O problema e que eles resolveram nos deixar mais de duas horas esperando! Depois desse tempo todo, resolvi chamar o garcom e cancelar meu pedido: uma salsicha com pure de batatas e molho. Por incrivel que pareca, meio minuto depois o negocio chegou na minha mesa... puto da vida, briguei com o garcom, disse que tinha cancelado, mas deixei para la, pois o pessoal disse pra me acalmar. Quando coloquei a primeira garfada na boca... supresa, era o melhor pure de batatas que ja comi desde que sai do Brasil! Com uma mistura terrivel de raiva, odio e um maravilhoso pure com molho derretendo na boca, deixei o bar assim que acabei de comer e fui dormir. Hoje descobri que ontem, depois de ter saido, o dono do bar, apos ter visto minha raiva toda, resolveu dar uma bebida de graca pra todo mundo... se eu tivesse esperado um pouco mais... Hoje acordamos cedo, com o maior dos sorrisos por estarmos abandonando aquele pais horrivel. Apos 9 horas de estrada com mais de oito paradas (muito mais, alias...), chegamos a fronteira em cima da hora de fechar. Mas conseguimos mesmo assim sair do Camboja e entrar de volta na Tailandia. Viva a Tailandia! Quatro horas depois, ja estavamos em nossas camas do maravilhoso hotel aonde estamos aqui na area conhecida como Khaosan. Alias, devo colocar aqui a teoria dos bodes, formulada por autor desconhecido, repassada ao grupo pelo Fausto e vivenciada por todos. Explico: quando vc mora num lugar ruim, experimente ficar com um bode por um mes dentro do quarto. Quando o bode sair, seu quarto sera um paraiso. Pois entao, quando viemos para Bangkok, achamos um bode no nosso quarto (sentido figurado, claro). Apos achar isso horrivel, fomos para Siem Reap e descobrimos que agora deveriamos dormir abracados ao bode e com o cu dele esfregando no nosso travesseiro, ou seja, piorou muito. Enfim, em Phnom Penh a sensacao era de que estava amarrado a cama com quatro bodes, um em cada braco e perna, enquanto eles constantemente cagavam no quarto inteiro. Phnom Penh foi a pior experiencia da minha vida ate o presente momento, simplesmente aconselho a qualquer um que leia este blog, mesmo que seja anos depois desse post ser colocado no ar, se vc quiser visitar Angkor Vat algum dia, va diretamente a Siem Reap de aviao, nao perca seu tempo em onibus horrendos e pensoes terriveis. Va direto ao ponto e saia de la rezando para nunca mais ter de voltar. Bom, viagem concluida, estamos de volta a Bangkok. Ja comemoramos com uma bela garrafa de cerveja Singha cada um e dois belos pratos da culinaria Tailandesa (lembrarm da aula?). E isso. Nossos planos agora sao simplesmente descansar o maximo possivel e quem sabe aproveitar o que haja em volta pela Tailandia. Abracos a todos, beijos a todas. PS: hoje liguei para a minha mae apos 9 dias sem falar com ela pelo telefone. So que a ligacao estava tao ruim que nao consegui entender praticamente nada do que ela disse. Desculpe mae! PPS: Phnom Penh e uma merda! So pra deixar bem claro minha opiniao!!!
Saturday, 13 March 2004
Aula de Culinaria do Sudeste Asiatico
Ola meninos e meninas. Antes que meu tempo acabe, vou ensinar para voces o que pedir quando forem num restaurante tailandes / cambojano / vietnamita / do Laos (nao me pergunte o adjetivo patrio para Laos que eu nao sei!!!). O pedido baseia-se numa formula simples que e "Quero XXX frito com YYY". O XXX voce pode substituir por apenas duas coisas: arroz ou macarrao (carinhosamente chamado de noodles por aqui, tambem conhecido nas altas rodas do pagode como miojao). A segunda parte, YYY, voce subsistitui por uma dessas maravilhosas opcoes: Bife, Peixe, Porco, Frango ou Vegetais. Enfim, seguindo essa formula simples e desenterrando da minha memoria uma combinatoria qualquer, temos aproximadamente 10 diferentes pratos na tradicional cozinha do sudeste asiatico. Agora, se vc quiser algo que va alem disso, ai tem que pagar mais e se preparar, por que o curry e a pimenta vem pra matar! Bjos, e ate a proxima. E chega pq to com sono!
Por favor, nao se esquecam, para saber mais detalhes sobre a viagem, visitem o Blog do Fausto, que tem um link bem do lado direito dessa mensagem. Isso nao e propaganda, mas e que eu acabo me esquecendo de muita coisa e ele esta fazendo diario, fotolog, o cacete a quatro, entao tem um relato mais completo que o meu. Bjos!
Indo aonde nenhum Ehalt jamais esteve...
Vamos ver se hoje consigo escrever melhor... para isso fiz ate uma lista do que nao devo me esquecer de contar. Vamos la! Na Tailandia passeamos de barco pelo rio para ver a cidade e seus principais Vats (os templos budistas da seita teravaddha). Depois fomos ao mercado principal da cidade ver tudo que se pode vender num unico muquifo gigante. Parece uma mistura do Mercado Modelo de Salvador com o Ver-o-Peso de Belem. Enfim, interessante, mas uma merda, daquelas coisas que a gente so faz uma vez na vida para dizer "ja vi". Ainda em Bangkok, vimos Ayuthaya, que fica ao norte da capital Thai, e era a antiga capital do imperio do Siao. So que isso foi ha seculos, hoje so tem ruinas. Mesmo assim, as ruinas dos templos ainda sao usadas para peregrinacoes e cultos budistas. Em Ayuthaya tambem fica o Buda Deitado, que tenho certeza que todos aqueles que jogaram video-game na minha geracao conhece. Esse Buda trata-se do cenario do Sagat no Street Fighter II. Lembraram? Em Bangkok visitamos o antigo palacio imperial (usado ate a separacao do Estado da Religiao budista na Tailandia), hoje um enorme complexo de templos, predios publicos e residencias para lideres mundiais em visita a capital tailandesa. Vimos ainda o Buda em pe, de mais ou menos 30 metros de altura, uma raridade, visto que Buda, apesar do trocadilho, quase sempre esta sentado... Por fim fomos a Vat Pho (diz-se Po), aonde fica o maior Buda deitado do mundo, inteiramente coberto de ouro, deitado numa base de madreperola. Pelo menos uns 40 metros aquele Buda tinha. Findada nossa estada em Bangkok, fomos para o Camboja. A viagem foi do normal ao horrivel. Durou 14 horas, sendo que a primeira metade foi uma viagem comum ate a fronteira. La, descobrimos que estavamos sendo, como direi... contrabandeados como turistas para o Camboja. Explico: abandonamos nosso onibus, atravessamos a fronteira a pe e pegamos outro onibus, com uma equipe totalmente diferente da primeira. Tudo bem, deixa pra la, mas que fiquei puto na hora, isso fiquei. Enfim, nao adiantou nada. Depois de mais algumas horas de estrada de terra (sendo que por duas vezes saimos da estrada por causa de pontes quebradas), chegamos finalmente em Siam Reap, segunda maior cidade do Camboja e porto de entrada para Angkor Vat. No dia seguinte passamos pelo menos umas seis horas rodando Angkor Vat, vendo tudo que fosse possivel. Finalmente, no final do dia, vimos o templo principal, o que realmente se chama Angkor (os outros tem nomes diferentes, mas o complexo todo e conhecido como Angkor Vat), que esta estampado na bandeira do Camboja (hora de procurar no Almanaque Abril.... hehehehe). Escadas com inclinacao proxima aos 60 graus, degraus com menos de 20 centimetros de largura e distantes um do outro por pelo menos 40 centimetros. Resultado: um belo por-do-sol e pernas doendo ate agora. Realmente muito bonito, mas tambem, nunca mais! Descansados, fomos para a Cidade Flutuante, no lago Tonle Sap, a meia hora ao sul de Siam Reap. Interessante, mas para quem cresceu em Manaus como eu, nada de anormal. Muito sujo, criancas pedindo dinheiro, vendedores por todos os lados, mas enfim, interessante. Pelo menos deu pra comprar uns presentes interessantes. Depois desses dois dias, acordamos cedo hoje e viemos as sete da manha para Phnom Penh, capital do Reino do Camboja. Pois bem, 8 horas de viagem depois, numa estrada comum do Sudeste Asiatico (algum asfalto, terra e buraco, tudo salpicado e com fritas pra viagem) chegamos a Phnom Penh. Eu disse antes que estava decepcionado com Bangkok? Esqueca! Bangkok e o paraiso na terra! Phnom Penh nao passa de um gigantesco favelao. Pobreza por toda a parte, sujeira, poluicao, horrivel. Enfim, amanha vamos ver o pouco que se tem pra ver nessa cidade, que alias, sao uma prisao, um campo de exterminio e alguns templos. Otima historia a desse pais... Depois disso, vamos para Bangkok, e de la acho que o grupo se separa. Eu e o Fausto nao queremos mais nos aventurar nesses buracos ermos, por isso vamos e ficar na Tailandia mesmo, enquanto os europeus e o americano que se aventurem nos buracos que quiserem. Obrigado, mas buraco por buraco, eu prefiro o Brasil. E desculpe se isso ofender alguem, mas eu ja vi diversos lugares horriveis no Brasil e sei do que estou falando. E isso, minha gente. Coisas boas, coisas ruins, enfim, ferias cansativas, mas estou fazendo coisas que acho que ninguem que eu conheco jamais fez e talvez nao fara, e desejo, do fundo do meu coracao, nao fazer de novo. Bjos a todas, abracos a todos, mae estou bem, pai nao se preocupe, que Deus me ajude a voltar logo para Toquio. Te!
Friday, 12 March 2004
Maiores informacoes, chequem o blog do Fausto (olha os links ai do lado)!
Ok, eu acabei de escrever um monte de coisas, mas quando apertei pra aparecer no blog sumiu tudo... entao vou dar um tempo e ver se tento de novo depois. Enquanto isso, so digo que eustou vivo. Bjos!
Sunday, 07 March 2004
Tailandia! Camboja!
Finalmente consegui um tempo! E consegui em plena Tailandia! Estou desde ontem na Tailandia, depois de um voo um tanto quanto animado na Egypt Airlines. Nao sei como vou fazer, mas como estou num cyber cafe contarei mais novidades e detalhes assim que voltar pro Japao. Por enquanto posso apenas dizer que a Tailandia, apesar de extremamente decepcionante no comeco (sair do aeroporto e ir para o hotel pareceu ir pra Niteroi pela Avenida Brasil...) hoje as coisas melhoraram muito! E em breve estaremos a caminho de Angkor Vat, o maior complexo religioso do mundo! Sibora!
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O Rômulo ficou maluco? Perdeu a cabeça? Comeu cocô? Não, ele só está de volta ao Japão!
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